quarta-feira, 8 de julho de 2009

Educação para o Desenvolvimento Humano - Parte 5

A SEMEC prosseguiu a organização do sistema com unidades de educação para o desenvolvimento humano sustentável, centrado especialmente na parte insular do município – a Fundação Escola Bosque “Professor Eidorfe Moreira”, sediada em Outeiro, congrega as ilhas vizinhas –, mas também com expoentes na parte continental de Belém, como as escolas “Parque Amazônia” (Terra Firme) e “Mestre Raimundo Cardoso” (Icoaraci).

A Escola Bosque, revigorada no quadriênio após longo período de decadência, já coordena uma rede de outras escolas, todas localizadas nas ilhas do município de Belém. Estão em fase final de construção uma escola no Jutuba e a ampliação da escola de Cotijuba. Assim, entre as escolas das ilhas limítrofes, 2 foram construídas nesta gestão – Faveira e Flexeira – e as demais obtiveram melhorias absolutamente necessárias: reformas, energia, saneamento, móveis, livros etc. Estão em fase final a construção da unidade do Jutuba e a ampliação da Faveira.

Marca cinzelada com esmero na história da Escola Bosque é a realização de seu primeiro concurso público em 2008, depois da criação dos cargos pela via legislativa: 119 de nível superior, sendo 105 professores. Após a nomeação dos educadores aprovados, começou o processo de formação e avaliação que intenta continuidade.



Sob o aspecto pedagógico, a Escola Bosque deu seguida a significativos trabalhos intercurriculares: “Projeto Horta”, “Brinquedoteca Sapucaia”, “Sala de Leitura”, “Informática Educativa”, entre outros. Merece ênfase o “Projeto AMA” referente a agentes e monitores ambientais: são crianças, jovens e adultos que praticam tarefas voluntárias no ambiente escolar, de inter-relação homem / natureza, encetando práticas e atitudes em defesa da preservação do espaço físico e dos meios para a melhoria da qualidade de vida. Também é mister celebrar os bons resultados do projeto intitulado “Asas da Imaginação”, que trata de recuperar a trajetória de alunos com defasagens grandes entre idade e série, procurando reverter a situação de fracasso escolar e corrigir o fluxo.







A Escola da Pesca é outra iniciativa com vistas ao desenvolvimento humano sustentável. Inaugurada em Outeiro em 2008, conta com 30 alunos, filhos de pescadores e trabalhadores da pesca oriundos das ilhas de Belém. Qualifica por meio do ensino formal e para o trabalho nas áreas da pesca, aqüicultura e vivências comunitárias, fazendo uso da pedagogia da alternância: os jovens permanecem na escola em regime de semi-internato durante 15 dias e, na outra quinzena do mês, disseminam conhecimento, se dedicam à prática da pesca em suas casas e comunidades.

Neste quadriênio, no olhar voltado para as ilhas, não foram esquecidas as escolas de Mosqueiro e houve a construção de 3 unidades pedagógicas nas ilhas do sul de Belém (Santo Antônio, Jamaci e Nossa Senhora dos Navegantes).



Em 2008, crianças das escolas das ilhas participaram do projeto “Olhos d’Água”, orientado pela Associação Fotoativa, embasado no uso educativo da fotografia como possibilidade de expressão.



A “Escola Nativa” é mais um projeto que vem oferecendo oportunidades concretas aos jovens a partir de 15 anos e aos adultos moradores da região insular de Belém para conclusão em um ano do segmento de 1ª à 4ª série do ensino fundamental, portanto na modalidade EJA. Em 2008, foram atendidas 15 turmas em Cotijuba, Mosqueiro, Murutucum e Caratateua, perfazendo 539 alunos.

Novos passos foram dados pelo “Ecomuseu da Amazônia”. É um conceito de museu em espaço aberto. Abrange inicialmente o bairro do Paracuri, a orla de Icoaraci e a região insular de Belém. O programa, que tem participação popular para reforçar o espírito comunitário, seguiu sua linha de procurar integrar os diversos segmentos da sociedade com o meio ambiente, visando melhorias na qualidade de vida da população. Mobiliza a sociedade para abordar questões sobre ecologia, educação, cultura, ecoturismo e economia auto-sustentável, entre outras.

Com essas e outras ações destinadas essencialmente à extensa região insular de Belém – que tem área predominante (66%) em nosso território –, a SEMEC, por intermédio da educação, pretendeu melhorar as condições socioeconômicas de seus moradores, com respeito à cultura e ao meio ambiente, para que as ilhas sejam mais do que imagens exóticas e paradisíacas a mascarar precárias condições de vida. A criação da Escola Bosque foi o primeiro e grande aceno. No quadriênio, retomou a exuberância e espalhou vigor para as novas escolas das ilhas próximas de Caratateua. No caminho do desenvolvimento sustentável, o homem e a paisagem são complementares e indissociáveis.


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